segunda-feira, 24 de agosto de 2009

Mais uma noite em que provavelmente milhares de pessoas pararam para assistir à televisão. Mais uma noite de conflito entre as grandes emissoras.
Cheguei em tempo de pegar minha mãe e meu pai acompanhando os ultimos momento de "A Fazenda", o apresentador que conduzia aqueles minutos agoniantes para dizer quem era o grande vencedor e, consequentemente, portador do cheque de 1 milhão de reais finalmente falou.
E foi ali, naquele momento que o vencedor se ajoelhou e chorou que eu pensei: "televisão é mesmo uma merda neh?!". Pensei que naquele momento os Marinhos deveriam estar se descabelando e pensando qual seria o próximo golpe a ser dado, do mesmo jeito que mais cedo na programação os Macedo estariam fazendo.
Fiquei pensando quanto dinheiro gira em torno de uma emissora [e que fique bem claro, estou falando das emissoras e não de suas "empresas" vinculadas], quantos mi, bi ou trilhões são gerados por nós os telescpectadores. Bem, não posso afirmar, mas se um programa tem a capacidade de "premiar" alguém com 1milhão, acredito que só esse programa deve ter agregado muito mais à receita deles.
Agora sim, cheguei onde queria. Nós, geramos todo esse lucro para as emissoras e elas o gastam premiando o Dado Dolabela ou qualquer outro palerma que se disponha a fazer algum papelzinho ridiculo perante as câmeras?! Elas gastam o que nós produzimos, em paparazzis para que possamos ficar sabendo se a Luciana Gimenez está ou não usando calcinha?! Elas investem em mega cenários nos programas, e colocam numa bancada a Sônia Abraão falando da vida de todos os artistas e explorando até a ultima gota a tragédia da vida de alguém?! Sem falar no balés [se assim pudermos denominá-los], não importa que tipo de som seja, ela balançam suas bundas malhadas para lá e para cá no mesmo ritmo de sempre, e com o mesmo sorriso forçado todo santo dia.
E a informação?! A importante, a VERDADEIRA informação, onde fica?!

Blábláblá...é só isso. Ta na hora de escolher!!!

terça-feira, 18 de agosto de 2009

Aquele casal.

Uma característica minha que considero ser das melhores é tomar sempre a posição de uma pessoa observadora, em qualquer lugar que eu me encontre, festas, coletivos, avenidas ou ate no meio do mato.
Hoje a minha observação me mostrou um casal...aquele casal que eu tanto admirei e que vocês podem achar que é a coisa mais clichê desse mundo o que vou dizer aqui mas, à mim pouco importa.
Deveriam ter por volta dos 70 anos de idade, ele moreno dos cabelos tão brancos quanto algodão, com suas calças vigadas e seu suéter bem tipico da terceira idade; ela branquinha das unhas vermelhas, cabelo chanel acizentado e uma feição de pura serenidade. Estavam sentados, conversando como qualquer pessoa poderia estar, mas era diferente, eles tinham as mãos dadas e pude ver que não era simples prache, elas se acariciavam simultaneamente.
Não pude me conter em sorrir, um sorriso de satisfação...de uma nova esperança brotando sem que eu realmente à desejasse. Fiquei com vontade de perguntar "A quanto tempo vocês estão juntos?", mas me contive em imaginar, e continuar contemplando aquela cena que para mim, significa muito.
É eu sei, é raro...mas pode acontecer.

sábado, 15 de agosto de 2009

Eu carrego seu coração comigo

Carrego seu coração comigo
Eu o carrego no meu coração
Nunca estou sem ele
Onde quer que vá, você vai comigo
E o que quer que faça
Eu faço por você
Não temo meu destino.
Você é meu destino, meu doce
Eu não quero o mundo por mais belo que seja
Você é meu mundo, minha verdade
Eis o grande segredo que ninguém sabe.

Aqui está a raiz da raiz
O broto do broto
E o céu do céu
De uma árvore chamada vida
Que cresce mais que a alma pode esperar
Ou a mente pode esconder
E esse é o prodígio
Que mantém as estrelas à distância
Eu carrego seu coração comigo
Eu o carrego no meu coração.

E.E. Cummings

quarta-feira, 5 de agosto de 2009

Vício.

Será que só as drogas viciam? Será que só o que é consumível pode ser algo que faça você entrar em crises de abstinência?
Tentei por mais de uma vez decifrar o que tinha sido aquela sensação entranha que se irradiou por todo meu corpo naquele dia; que sensação era aquela a qual eu nunca havia experimentado...algo que beirava um imenso prazer e ao mesmo tempo, conhecida agonia.
Foi tão bom e ao mesmo tempo tão aterrorizante; foi como se juntassem àquela conhecida sensação de borboletas no estomago, com a falta de ar apavorante que se tem ao cair de costas de cima de uma árvore.
Depois de um tempo, eu senti o mundo dentro de mim novamente...senti alegria e medo e euforia e calma, tudo ao mesmo tempo. Naquele dia eu estava quebrando uma abstinência que já perdurava por 2 anos, e só hoje depois de também muito tempo posso ver o que aconteceu comigo.
Naquele dia eu fui como uma ex-drogada, tendo uma dose mortal de seu mais ‘adorado’ vício...alguém que depois de ter ficado na sua clinica particular de recuperação foi submetida ao consumo de algo que lutou tanto para manter longe de sua vida.No final da noite eu me sentia...diferente, simplesmente diferente. E hoje eu entendi que pessoas também nos viciam, e que eu sou viciada em amor.