quinta-feira, 24 de setembro de 2009

Dia branco

Hoje o dia não teve nenhuma cor, não foi amarelo, nem laranja, vermelho ou verde, hoje o dia foi branco; a chuva que caiu durante toda tarde foi silenciosa, assim como as lágrimas que me escorriam pelo rosto.


Hoje chorei de cansaço, não físico, mas sim emocional. Cansaço que nem o mais longo dos sonos, as meditações ou as leituras estão me ajudando a superar.

E se alguém estiver realmente interessado em saber do que estou tão cansada [o que acho bem difícil], saberá agora que estou cansada da espera por alguém que nunca volta, estou cansada de tentar esquecer, cansada de me fazer de forte, cansada de cultivar essa esperança, cansada de procurar aquele sentimento novamente e nunca encontrar, cansada de pagar pelos meus erros do passado, cansada de ler e reler cartas, lembrar momentos, ver fotos...estou cansada de sair e sempre esperar encontrar aquela pessoa por ai, e voltar para casa um pouco menos animada do que sai, cansada...cansa...saga.

É bem difícil falar sobre coisas que nem eu mesma consigo entender direito, então acho melhor parar por aqui antes que as palavras que eu junto comecem a dizer besteiras, e cá entre nós, de besteira o mundo e a Luciana Gimenez já estão cheios.

quinta-feira, 17 de setembro de 2009

Fauna, flora, rizóbios...Risoflora...minha flor, um amor...

Sempre vai existir um João que ama uma Teresa que ama um Raimundo,
que ama uma Maria que ama um Joaquim, que ama uma Lili,
que não ama ninguém.

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Risoflora

Eu sou um carangueijo e estou de andada
Só por sua causa, só por você só por você
E quando estou contigo eu quero gostar
E quando estou um pouco mais junto eu quero te amar
E ai de te deixar de lado como a flor que eu tinha na mão
E a esqueci na calçada só por esquecer
Apenas porque você não sabe voltar pra mim
Oh! Risoflora
Vou ficar de andada ate te achar
Prometo meu amor vou me regenerar
Oh! Risoflora
Não vou dar mais bobeira dentro de um caritó
Oh Risoflora não me deixe só
Eu sou um carangueijo e quero gostar
Enquanto estou um pouco mais junto eu quero te amar
E acho que você não sabe o que é isso não
E se sabe pelo menos você pode fingir
E em vez de cair em tuas mãos eu preferia os teus braços
E em meus braços te levarei como uma flor
Pra minha maloca na beira do rio, meu amor
Oh! Risoflora
Vou ficar de andada ate te achar
Prometo meu amor vou me regenerar
Oh! Risoflora
Não vou dar mais bobeira dentro de um caritó
Oh Risoflora não me deixe só.
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terça-feira, 1 de setembro de 2009

Quase...

Sabe que às vezes tenho vontade de te ligar só pra ouvir a sua voz?! Que por muitas delas pego o telefone, disco os primeiros dígitos do seu numero de celular e desisto, porque no fundo, eu só quero mesmo ouvir a sua voz e não vou saber o que dizer.
Eu tenho o que dizer, tenho muito...passei mais de um mês pensando nos montes de coisas que eu tinha pra dizer, e naquele dia que finalmente chegou, eu não disse nada. Na verdade creio que disse só o que era de extremo necessário, e o que era só necessário eu deixei pra depois. Quereria eu não ter deixado.
Hoje eu fico aqui, por várias noites pensando naquele abraço, será que da pra gente repetir? Será que você poderia vir até mim novamente, com as suas calças xadrez e seu cabelinho raspado, com seu físico de garoto saudável e ar de intelectualidade, sua barba de quem já viveu muito e seu humor de quem ainda tem toda vida pela frente...será?
Será que poderia vir e dessa vez me dizer tudo o que não foi dito quando tivemos a oportunidade, e eu também diria tudo e quem sabe conseguiríamos tomar um rumo novo.
Nem sei, a vida anda tão cheia de “nem sei”.

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QUASE

Ainda pior que a convicção do não é a incerteza do talvez, é a desilusão de um quase! É o quase que me incomoda, que me entristece que me mata trazendo tudo o que poderia ter sido e não foi! Quem quase ganhou ainda joga, quem quase passou ainda estuda, quem quase amou não amou. Basta pensar nas oportunidades que escapam pelos dedos nas chances que se perdem por medo, nas idéias que nunca saíram do papel por essa maldita mania de viver no outono. Pergunto-me às vezes o que nos leva a escolher uma vida morna. A resposta eu sei de cor, esta estampada na distância e na frieza dos sorrisos, na frouxidão dos abraços, na indiferença dos ¨bom dia¨ quase que sussurrados. Sobra covardia e falta coragem até pra ser feliz.
A paixão queima, o amor enlouquece, o desejo trai, talvez esses fossem bons motivos para decidir entre a alegria e a dor, mas não são. Se a virtude estivesse mesmo no meio termo o mar não teria ondas, os dias seriam nublados, o nada não ilumina não inspira, não aflige nem acalma apenas amplia o vazio que cada um trás dentro de si.
Não é que a fé mova montanhas, nem que todas as estrelas estejam ao alcance para as coisas que não podem ser mudadas, resta-nos somente paciência. Porém, preferir a derrota prévia à duvida da vitória é desperdiçar a oportunidade de merecer.
Para os erros há perdão, para os fracassos chance, para os amores impossíveis tempo. De nada adianta cercar um coração vazio ou economizar alma. Um romance cujo o fim é instantâneo ou indolor não é romance. Não deixe que a saudade sufoque, que a rotina acomode, que o medo impeça de tentar. Desconfie do destino e acredite em você, gaste mais horas realizando que sonhando…fazendo que planejando… vivendo que esperando. Porque embora quem quase morreu ainda vive, quem quase vive já morreu.

Sarah Westphal Batista da Silva