terça-feira, 1 de setembro de 2009

Quase...

Sabe que às vezes tenho vontade de te ligar só pra ouvir a sua voz?! Que por muitas delas pego o telefone, disco os primeiros dígitos do seu numero de celular e desisto, porque no fundo, eu só quero mesmo ouvir a sua voz e não vou saber o que dizer.
Eu tenho o que dizer, tenho muito...passei mais de um mês pensando nos montes de coisas que eu tinha pra dizer, e naquele dia que finalmente chegou, eu não disse nada. Na verdade creio que disse só o que era de extremo necessário, e o que era só necessário eu deixei pra depois. Quereria eu não ter deixado.
Hoje eu fico aqui, por várias noites pensando naquele abraço, será que da pra gente repetir? Será que você poderia vir até mim novamente, com as suas calças xadrez e seu cabelinho raspado, com seu físico de garoto saudável e ar de intelectualidade, sua barba de quem já viveu muito e seu humor de quem ainda tem toda vida pela frente...será?
Será que poderia vir e dessa vez me dizer tudo o que não foi dito quando tivemos a oportunidade, e eu também diria tudo e quem sabe conseguiríamos tomar um rumo novo.
Nem sei, a vida anda tão cheia de “nem sei”.

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QUASE

Ainda pior que a convicção do não é a incerteza do talvez, é a desilusão de um quase! É o quase que me incomoda, que me entristece que me mata trazendo tudo o que poderia ter sido e não foi! Quem quase ganhou ainda joga, quem quase passou ainda estuda, quem quase amou não amou. Basta pensar nas oportunidades que escapam pelos dedos nas chances que se perdem por medo, nas idéias que nunca saíram do papel por essa maldita mania de viver no outono. Pergunto-me às vezes o que nos leva a escolher uma vida morna. A resposta eu sei de cor, esta estampada na distância e na frieza dos sorrisos, na frouxidão dos abraços, na indiferença dos ¨bom dia¨ quase que sussurrados. Sobra covardia e falta coragem até pra ser feliz.
A paixão queima, o amor enlouquece, o desejo trai, talvez esses fossem bons motivos para decidir entre a alegria e a dor, mas não são. Se a virtude estivesse mesmo no meio termo o mar não teria ondas, os dias seriam nublados, o nada não ilumina não inspira, não aflige nem acalma apenas amplia o vazio que cada um trás dentro de si.
Não é que a fé mova montanhas, nem que todas as estrelas estejam ao alcance para as coisas que não podem ser mudadas, resta-nos somente paciência. Porém, preferir a derrota prévia à duvida da vitória é desperdiçar a oportunidade de merecer.
Para os erros há perdão, para os fracassos chance, para os amores impossíveis tempo. De nada adianta cercar um coração vazio ou economizar alma. Um romance cujo o fim é instantâneo ou indolor não é romance. Não deixe que a saudade sufoque, que a rotina acomode, que o medo impeça de tentar. Desconfie do destino e acredite em você, gaste mais horas realizando que sonhando…fazendo que planejando… vivendo que esperando. Porque embora quem quase morreu ainda vive, quem quase vive já morreu.

Sarah Westphal Batista da Silva

2 comentários:

Sarah Westphal disse...

Aqui é a Sarah, que escreveu o Quase.
Obrigada por postar meu texto : )
Um beijo,
Sarah Westphal

www.papelbaunilha.blogspot.com

Rodrigo Rocha Fortaleza disse...

Esse e lí!